sábado, 8 de janeiro de 2011

Verão - A Estação do calor, do inicio, do amor
(Zades Lira Ribeiro Filho)



Chegou o calor, chegou o Verão!
Estação que promete transformar
os fatos do ano que se findou
em coadjuvantes das mais belas histórias,
dramas, suspenses, enfim lembrança;
E faz renovar as mais diversas crenças na esperança
de um ano novo regido pela felicidade.

Junto com o Verão, o Mar se faz mais belo
no inicio do dia, ao dançar saudando o Astro amarelo
que comanda o clima, a praia, os dias, as pessoas,
impulsionando-os a viver a vida com mais intensidade,
com mais amor, com mais afinco, com mais paixão;
afinal estamos na estação dos amores praieiros,
estamos na estação que faz valer os impulsos do coração.

A brisa acompanhada do mais belo luar
numa praia, com amigos em torno de uma chama,
sentados, cantando, conversando e amando,
dando razão ao sentimento mais puro, belo e verdadeiro.
O verão transforma nossas vidas, mexe com o nosso ser,
fazendo-nos plantar sonhos, metas, amores,
para que possamos colher durante o ano inteiro.

Viva o Sol, viva a Lua, viva o Verão,
viva a Vida expressa pela mais bela comunhão
dos sentimentos que são aquecidos pelo calor,
calor das mentes, dos corpos, do dia,
fazendo-nos viver a doce harmonia
da estação mais bela, mais esperada, mais completa,
a estação do calor, do inicio, do amor.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

OS COLETORES DO AMANHÃ
(Zades Lira Ribeiro Filho)




O tempo está passando rápido.
Essa frase escuto diariamente
seja da pequena criança
ou do mais experiente ancião.
Tudo rapidamente se torna fato,
lembranças passam por minha mente
que me levam a crer com esperança,
que todos dêem inicio a esta reflexão.

Nas ruas vemos lojas enfeitadas, casas brilhantes
roupas novas, bonitas, jóias ofuscantes,
comidas deliciosas, vinhos refinados,
enfim, banquetes, festas, convidados;
tudo para comemorar um sentimento
familiar, inovador, esperançoso,
pois trata do mais belo nascimento,
o de Jesus Cristo, o Salvador todo poderoso.

Que a cada dia esse sentimento se renove
e não somente na época do Natal;
Que diariamente possamos priorizá-lo,
E que nunca nos apeguemos somente ao valor material.
Que Cristo renasça sempre
nos corações, na mais diversa mente,
fazendo com que a Estrela natalina com todo o seu brilho
Ilumine o coração da humanidade, tornando-a mais igual.

Meu desejo de Natal e do ano inteiro,
é que o mundo se transforme num canteiro
dos mais belos sentimentos,
fazendo com que o amor os guie em cada momento;
Que a paz proporcionada por Cristo Jesus
ilumine os homens com sua doce luz,
fazendo-os cultivadores dos sonhos do hoje
para que sejam os coletores das vitórias do amanhã.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

TRÊS DIAS, TRÊS ANOS, UM AMOR
Zades Lira Ribeiro Filho




A vida nos preparou a cena,
o destino se encarregou de juntar-nos
para que hoje, nesta bela noite,
pudéssemos vislumbrar o ontem
e planejar os dias do amanhã.

Três dias, doces como o mais puro mel,
repletos de sonhos, de metas, de desejos.
O ontem marca a sua existência,
o hoje marca a nossa existência
e o amanhã, o inicio de mais uma caminhada.

Três anos, rápidos, lentos, necessários
para que o que sentimos pudesse vencer
a tudo, a todos, a nós mesmos.
A felicidade se alegra com o brilho
do teu olhar, do nosso olhar.

Um amor, apenas um só amor
capaz de suportar barreiras,
intrigas, ciúmes, dor e alegrias.
Um amor finito para alguns
mas infinito para nós dois.

A vida é testemunha,
O Sol, astro de quinta grandeza,
ilumina o caminho dos nossos corações
E a Lua, a rainha da noite,
presencia a nossa eterna paixão.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

LUCENA, CARTÃO POSTAL DA VIDA.
(Zades Lira Ribeiro Filho)




Ao traçar os rabiscos do planeta,
o Criador foi generoso e sábio,
pois entre brilho do céu e do mar,
traçou-se a linha do horizonte,
linha tão bela, traço tão perfeito
que marca o inicio e o findar do feito,
que esconde e faz aparecer o Astro Rei.

Mas em alguns lugares,
o nascer do Sol se faz mais belo,
pois naquele imenso circulo amarelo,
concentra-se entusiasmo, esperança
de qualquer adulto, qualquer criança
num futuro melhor, baseado no passado
Traçado no presente e praticado no amanhã.

Entre esses paraísos perenes
encontra-se a praia de Lucena,
rainha da beleza, o parnaso em cena,
que encanta do entusiasta ao pessimista,
fazendo-os devotos da esperança.
Lugar que a tranqüilidade e a felicidade
Resolveram deixar a tristeza só na lembrança.

Viva Lucena, praia tão bela,
palco digno de ser admirado,
foco do mais belo retrato
postado no museu da Paraíba.
Terra de um povo forte,
terra de mãos garridas
Lucena, um cartão postal por vida.

sábado, 29 de maio de 2010

Realmente a vida é dinâmica


Certo dia, havendo encerrado a rotina diária de trabalho, estudos e contatos sociais, políticos e afetivos, parei o carro na praia e resolvi colocar os meus pés na areia, caminhar um pouco e me encantar com a reluzente e marcante imagem da rainha da noite, a Lua, cortando o mar, deixando o seu rastro de beleza, paz e emoção.

Em determinada hora, aparece uma luz bem ínfima na linha do horizonte, que constatei que deveria ser um navio, seguindo o seu destino, torcendo para que em bombordo, continue a cortar os oceanos em busca de um porto, para que desta forma, possa cumprir sua missão em descarregar e recarregar, cumprindo assim o ciclo para que o qual foi feito.

Muitas vezes, sua rota não se resume a calmarias ou a mares mansos, sendo surpreendido por tempestades recheadas de trovões que chegam a intimidar e relâmpagos que tentam convencer que a desistência ou o retorno seria a melhor opção, mas ele prossegue em busca da bonança, pois sabe que toda tempestade é passageira, do mesmo jeito que em determinado momento intimida, será apenas mais uma lembrança ou história a ser contada.

Ao trilharmos os caminhos da vida, nos deparamos com surpresas. Muitas delas são boas, felizes, constituindo assim momentos bons, agradáveis e dignos de serem lembrados, mas já outras são tristes, decepcionantes e porque não maléficas, onde tentamos esquecer, mas estão blindadas no nosso subconsciente; mas tais lembranças, boas ou más, servem para ratificar a dinâmica da vida.

Sempre devemos fazer o que achamos certo, justo e necessário, na certeza que realmente devemos fazer o bem sem ver a quem, embora muitas vezes ao fazermos uma reflexão, constatamos que muitas vezes a vida nos retribui com malefícios, decepções, tristezas e outros sentimentos que não vale a pena citar aqui.

Mas isso prova que estamos no caminho certo, em busca da felicidade que não é fácil, mas é verdadeira e de forma distante, palpável. Mesmo a vida nos fazendo remar contra a maré, façamos como os navios, que atravessam as tempestades buscando um belo pôr-do-sol.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

As Saturnes e o Natal



Na Roma antiga, cidade que abrigava o maior Império já conhecido até os dias de hoje, pois dominava mais de 80% do mundo conhecido na época, existia todo um panteão de deuses, que não eram oriundos de Roma, mas sim, dos povos que eram conquistados, vindo grande parte da Grécia, do famoso Monte Olimpo.

Mas justamente nesta época, costumava-se comemorar em todo o Império no dia 25 de dezembro as saturnes, grandes festas em homenagem ao deus Saturno, considerado o braço direito de Júpiter, deus do trovão e de todos os povos. Naquela época homenagear um deus era algo obrigatório, pois se a homenagem e as devidas oferendas não fossem feitas, eles acreditavam que maldições vinham sobre seu povo, como também sobre suas colheitas e animais.

Nas saturnes, sempre ocorriam fartos banquetes, trocas de oferendas, presentes, todos bebiam e comiam para homenagear Saturno. Seus sacerdotes comandavam os rituais de oferenda, muitas com o sacrifício de virgens para a alegria do deus, e eram realizadas várias orgias, muitas m ambientes públicos para a alegria dos deuses e do povo.

Com a institucionalização do cristianismo, introduzido por Constantino e terminado por Teodósio, houve toda uma troca de deuses considerados pagãos por deuses cristãos, principalmente aqueles aceitos pela Igreja Católica, instituição romana viva e forte até os dias de hoje, e justamente no dia que se comemoravam as saturnes, passou-se a comemorar o Natal, o nascimento de Cristo, o redentor.

Atualmente, na época do Natal, vários são os presentes, as ceias, mas e o seu verdadeiro sentido? Compramos as melhores roupas, os melhores presentes, comidas para agradar os nossos convidados, mas esquecemos o verdadeiro significado do Natal, que é o de agradar O Próprio Dono da festa, O qual só nos pede um coração aberto para que Ele possa entrar e permanecer, e que possamos ajudar o próximo sem querer nada em troca, como Ele mesmo disse nas Sagradas Escrituras.

Que nesse período festivo, onde todos costumavam ficar mais abertos a mensagens, onde a humanidade costuma fingir ou ficar “mais sensível”, possamos verdadeiramente fazer uma reflexão sobre sobre o verdadeiro sentido do Natal, e que possamos ir além disso, ou seja, que possamos incorporar o significado do Natal nas nossas vidas diariamente e não apenas perto do dia 25 de dezembro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Devagar que o humano é de barro....


Quando nascemos, ganhamos a maior dádiva que existe no universo: a vida. E mesmo sem querermos, vamos dar conta dessa missão emocionante e altamente criteriosa que chamamos de de viver.

Mas tudo tem o seu tempo, devemos viver intensamente, claro!! Mas devemos viver cada coisa no seu tempo, pois o que adiantaria uma criança querer ter uma vida de jovem, ou mesmo, um adolescente querer ser adulto antes do tempo... ele pularia etapas, e uma coisa deve ser dita, a vida não volta atrás, o tempo não espera. Só podemos viver o hoje, hoje! Pois amanhã o hoje jaz no passado.

Muitas vezes queremos abarcar tudo de uma só vez, lotamos e até extrapolamos o nosso tempo com coisas sérias, desnecessárias, úteis, prazerosas, sociais, cômica... enfim, vivemos a rotina diária, mas esquecemos de dedicar uma parte do tempo ao descanso mental, a famosa "cesta" da mente como diz o sábio Sérgio Cavalcante.

Santos não somos, afinal temos mente e precisamos de espaço para conquistar a felicidade. Amigos temos, colegas também, e muitas vezes vacilamos não com atitudes, mas justamente pela falta delas. Por isso somos humanos, falhos desde do nascimento até o findar.

Jorge de Altinho, numa de suas canções, dizia "..devagar que o santo é de barro, devagar que ele pode cair..", ao ler esse pequeno trecho, podemos refletir que é exatamente isso que a vida pede e tenta nos advertir a cada dia, ou seja, ela tem que ser vivida de forma intensa, mas organizada, pois se um humano querer da vida tudo o que ela pode oferecer ao mesmo tempo, ele não aguentaria, pois o nome já diz, ele é apenas um humano, um humano de barro, que a qualquer momento pode cair e quebrar-se em vários pedaços que muitas vezes não podem ser remendados.

Por isso, vamos viver intensamente, devagar, rápido, indo longe, chegando perto, enfim, seguindo o ritmo da vida, sempre acelerando quando houver visibilidade e freiando quando as coisas estiverem nubladas, confusas e anormais. Mas, o importante é viver, mas viver tudo a seu tempo!!!